domingo, 31 de julho de 2011


Exposição "O Agora é Guerra". Performer: Luciana Araújo/ Fotografia: Roberto Bieto

quinta-feira, 21 de julho de 2011


Abertura da exposição "O Agora é Guerra"

Embaraça o meu cabelo...

Boa noite!
Nessa noite de excelência, obrigado pela sua presença!
De peito aberto, no pulso firme, mas sem perder a ternura...
No tom de macho, no olhar de fêmea, diante da presença que é sua...
Recito meus momentos, pensamentos, reflexões de minha inquietude, onde por meio das palavras, materializei da melhor forma que pude!
Atitude, delicada, feminina, de Florindas, de Marias, Madalenas, de Marílias, de Talitas, de tulipas... de possibilidades infinitas de ser!
Convido- lhes deliciosamente a entrar... Só um passo!
Um passo de loucura, de pimenta, de coentro, de dendê,
De amor que é pra você.
Vou me por a expurgar, condizente com meu ser.
O que propõe o meu viver,
O que não sai da cabeça.
O que embaraça o meu cabelo!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Documentário IMPRESSÕES

Realizado em janeiro de 2010, na Serra da Capivara, São Raimundo Nonato, Piauí, Brasil.
Realização - Coletivo URUBUS
Edição - Luciana Araújo

domingo, 10 de julho de 2011


Arte: Bieto/ Performer: Luciana Araújo

Fizeram- me mostrar os meus demônios

Cobraram- me de guerras terrenas, expus-me no campo psicológico.
Fizeram- me mostrar os meus demônios,
No quarto que esconde o descontrole.
Nesse quarto tem uma cama,
Tem janela com cortina,
Agradável pra ficar se eu quiser.
Tem uma estante com uns livros, umas fotos de amigos,
E um espelho que reflete o que se é.
No meu quarto do pavor, tudo é tão, e somente belo,
Que a confusão é natural de acontecer.
Quando respondo tão, somente bela, temo o natural desaparecer.
Cobraram- me de guerras terrenas, expus- me no campo psicológico.
Fizeram- me mostrar os meus demônios,
No quarto que esconde o descontrole.

sábado, 9 de julho de 2011

O Agora é Guerra

Sob suas cores

Sob suas cores, onde eu paro para longe, peço que leve em seus braços tão doce intensão.
Carrega- me pra onde eu desconheço!
Proponha- me nova submersão.
Faltam pedaços da minha história que não foram contados, pedaços que me foram tirados.
Imposto, estado acabado, desgosto por ter sido aniquilidado.
Espaços vazios por nada proposto, tudo em minha volta parece estar morto! Vermelho, cinza, sangue, esgoto. Vermelho, cinza, sangue, esgoto.

Aê, aê! Eu vivo na guerra!

Na minha mente o mundo gira a milhão.
O que eu faço, respiro, olho, vivo, o único momento presente da ação nessa guerra patrocinada, esquartejada, ”esbucetada”...
Eu não quero ficar queita frente a tanta humilhação.
Nesse "mundão" que dito foi feito pra nós!
Extraterrestremente como canta a nossa voz,
Desesperada que berra nos sete cantos, por nada! A guerra já "tá" tão enraizada!
Eu vivo na guerra, to com fome, to sem luz, uma moeda por favor!
Me resgate! Me adote! Um carinho, quero amor!
Nesse espaço que corre sem certa direção, fico largado esperando um pouquinho da sua atenção.
Quero matar! Quero morrer! Ir embora daqui!
Leva- me contigo! Quero uma essência pra existir!
De balão, avião, carro, moto ou caminhão, leva- me contigo pro seu coração!
Guerra injusta, será? Ou fomos nós que escolhemos?
Livre arbítrio, princípio individual que recebemos. Será? Que a vida verdadeira é assim? Será que o mundo não é maior que aqui?
Aê, aê! Eu vivo na guerra!

Sobre Mim - O Agora é Guerra

CasaGaleria Café, São Paulo, Brasil
Arte: Bieto/ Fotografia: Luciana Araújo/ Trilha: Marco Nalesso e a Fundação

Sobre o lixo na cidade, o lixo da população

Sobre o lixo na cidade, o lixo da população. O amor que eu procuro. Meu amparo absoluto de estado, de noção, de desconforto.
Sobre o medo.
Ai! Que susto!
E continua o movimento daquela cidade onde todo mundo daquela cidade tinha o mesmo pai!
E o caos, e a cor.
Tudo era tão magnífico e brilhante que o fascínio impera!
E esconde todo o esgoto. Que corre, que me instiga, e que responde a muitas questões dessa sociedade.
Tá ventando! Uh, meu olho!
Flutuam edificações recortadas de seu espaço necessário.
E fragmentavam realidades particulares,
Onde o egoísmo cega o amargo,
Adoça o luxuoso e massageia tantos egos...
Que a merda fede, e o perfume não anula.