sábado, 9 de julho de 2011

Aê, aê! Eu vivo na guerra!

Na minha mente o mundo gira a milhão.
O que eu faço, respiro, olho, vivo, o único momento presente da ação nessa guerra patrocinada, esquartejada, ”esbucetada”...
Eu não quero ficar queita frente a tanta humilhação.
Nesse "mundão" que dito foi feito pra nós!
Extraterrestremente como canta a nossa voz,
Desesperada que berra nos sete cantos, por nada! A guerra já "tá" tão enraizada!
Eu vivo na guerra, to com fome, to sem luz, uma moeda por favor!
Me resgate! Me adote! Um carinho, quero amor!
Nesse espaço que corre sem certa direção, fico largado esperando um pouquinho da sua atenção.
Quero matar! Quero morrer! Ir embora daqui!
Leva- me contigo! Quero uma essência pra existir!
De balão, avião, carro, moto ou caminhão, leva- me contigo pro seu coração!
Guerra injusta, será? Ou fomos nós que escolhemos?
Livre arbítrio, princípio individual que recebemos. Será? Que a vida verdadeira é assim? Será que o mundo não é maior que aqui?
Aê, aê! Eu vivo na guerra!

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